Continuação.
O mundo começou a girar, mas de um jeito errado. As luzes dos giroscópios dos carros dos Lucchese que chegavam pareciam rastros de fogo cortando a noite, mas não traziam luz, apenas confusão. Eu ainda estava debruçada na beira do precipício, meus dedos enterrados na terra, tentando desesperadamente segurar o nada.
— Saulo... — chamei de novo. Minha voz era um sussurro oco, o som de algo que já se quebrou por dentro.
Diego tentava falar comigo. Eu via seus lábios se mexendo, via