13. Uma furada
Na manhã seguinte, quando me levantei, o café da manhã já estava na mesa, e Henry sentado, já comendo sozinho.
— Ué, não me esperou hoje? — falei, beijando-o no rosto, antes de me juntar a ele.
— Estamos atrasados, isso que dá ficar de papo a madrugada toda com seu amiguinho, não consegue acordar.
Acabei rindo.
— Como você sabe que conversamos?
— Deduzi… — Seu tom era seco. — Você está a fim dele?
— Não, mas… Você acha mesmo que ele está a fim de mim? Ele nunca me olhou, aliás, nenhum cara. Por que aconteceria agora?
— Não te olharam porque não se deram o trabalho de te conhecer. Daí agora que você anda por aí toda emperiquitada…
— Emperiquitada, eu? Que exagero!
Eu ria, mas Henry se levantou sério.
— Vamos, estamos atrasados.
Durante o caminho mal trocamos palavras. O Henry amigo e sorridente que eu conhecia parecia ter desaparecido, então assim que ele estacionou, perguntei preocupada:
— Estou te incomodando? Você está estranho comigo. Quer que eu saia logo do seu apartamento?
E