29. Suspeita
Melany narrando
Na manhã seguinte, Juliana entrou no quarto para me levar um café da manhã, como se fosse uma carcereira.
— Já podemos fazer as pazes? — falou, colocando a bandeja sobre a cama.
Acabei deixando escapar um sorriso e correspondi ao abraço que ela me deu.
— Pensa com carinho em tudo que eu disse, aceita o emprego. Se não quiser encarar o papo do passado, continua fingindo demência. Com esse salário você pode até alugar um AP de verdade, imagina, ele nem precisa saber o endereço e você vai poder dar para a sua filha a vida que sempre quis…
— Realmente é isso que você faria no meu lugar?
— Não só isso, eu ainda pegaria o melhor amigo dele…
Acabei rindo.
— Falando nisso, acho que vou fazer esse sacrifício por você, pegar aquele francês gostoso de jeito… — falou rindo, mas a olhei em choque.
— O quê? Pegar o Henry?
— Que Henry… O gostoso do Leo, você precisa ver as olhadas que ele me dá.
Gargalhei, balançando a cabeça em negação.
— O Leo nunca foi Francês, nem aqui, nem l