A chuva começou antes do amanhecer.
As gotas batiam contra a janela do quarto como se a própria floresta estivesse tentando me dizer alguma coisa.
Eu não havia conseguido dormir.
Toda vez que fechava os olhos, via fragmentos da mesma noite.
Uma fogueira.
Uma mão segurando a minha.
Um perfume de madeira molhada.
E aqueles olhos dourados.
Levantei da cama e caminhei até a janela.
Apoiei a testa no vidro frio.
— Quem é você...? — sussurrei.
Ouvi a chave girar na porta.
Pens