— Me solta, seu desgraçado! — rosnou Miguel, o rosto vermelho, os olhos arregalados, as veias saltando no pescoço. — Você escutou sim... escutou o que eu disse!
Ele esticou o pescoço para frente, encarando Victor com fúria crua.
— Mas eu vou repetir — cuspiu as palavras, o olhar inflamado. — Aquela mulher é minha!
Victor não respondeu. Seus olhos se estreitaram, e num movimento seco, apertou ainda mais o pescoço de Miguel antes de jogá-lo com força contra a parede oposta. O impacto ecoou pelo corredor.
— É melhor você ficar longe dela — disse, a voz baixa, mas cortante como lâmina.
Miguel escorregou pela parede, tossindo, levando a mão à garganta. Mas mesmo ofegante, riu alto, um riso rouco e debochado.
— Melhor? Melhor pra quem, pra você? — zombou, limpando a saliva do canto da boca. — Quem você pensa que é?
Victor não respondeu de imediato. Apenas ajeitou a manga da blusa com calma, como se estivesse se preparando para algo maior.
— Gosta de pegar mulher casada, não é? — provocou Mi