O meu corpo inteiro estremeceu, sem a minha permissão. Senti um aperto no ombro direito, como se uma corda invisível puxasse até a base do crânio. O calor desceu pela nuca, travando meus movimentos. Eu já reconhecia aquela dor, que me visitava mais vezes do que meu próprio marido. Uma rigidez parecia puxar tendões que eu nem sabia que tinha.
— Você está mentindo — falei, mais para proteger o que ainda me restava de ar do que por crer nisso.
— Sou Enzo Asheton. — Pegou a minha mão, apertando-a