A foto ficou aberta na tela por tempo demais.
Eu estava sentada à mesa dos Montenegro, de vestido azul-claro, aliança no dedo e uma xícara intocada na frente, olhando para uma imagem minha dormindo no peito de Rafael como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. A mão dele estava na minha cintura. Meu rosto, enfiado no paletó dele. A cama aparecia amassada pela metade.
Mas o pior não era a foto.
Era o ângulo.
Tinha sido tirada de dentro da suíte.
Fechei o celular rápido, mas Rafael vi