— Pelo cartão da dona Isadora.
Por alguns segundos, ninguém falou nada.
Eu fiquei olhando para Amália, esperando que ela dissesse que era engano, que o sistema tinha falhado, que cartão de rico entrava sozinho em quarto alheio de madrugada por algum motivo técnico ridículo. Mas ela não disse. Rafael também não. Ele ficou imóvel, a expressão fechada daquele jeito que começava a me dar medo.
— Isadora entrou na suíte enquanto a gente dormia? — perguntei.
A palavra “gente” saiu antes que eu pud