Quando voltamos para a mansão, já era tarde demais para qualquer pessoa decente estar acordada. Ou seja, perfeito para aquela casa, que parecia funcionar melhor no escuro. Minha mãe tinha entrado em recuperação, a cirurgia tinha corrido bem, e mesmo assim eu não conseguia sentir alívio completo. Era como se meu corpo não acreditasse ainda. Como se, a qualquer momento, alguém fosse aparecer dizendo que tinha dado errado, que era engano, que felicidade pobre sempre vinha com cobrança depois.
Rafa