“Ela não deveria ter sido escolhida.”
Li a frase uma vez. Depois outra. Depois mais uma, como se na terceira leitura ela fosse deixar de ser uma ameaça e virar receita de bolo. Não virou. Continuava ali, seca, curta, nojenta, escrita num papel que César tinha acabado de me entregar como quem oferece cartão de visita.
— Quem escreveu isso? — perguntei.
Minha voz saiu mais baixa do que eu queria. Eu estava tentando parecer firme, mas por dentro tinha uma coisa afundando. Não era só medo. Era a