César estava parado no corredor, sorrindo, com o crachá da Clínica Santa Helena na mão.
Por um segundo, ninguém falou nada. Eu fiquei olhando para aquele pedaço de plástico como se ele fosse uma arma. E talvez fosse. Minha mãe estava lá. Minha mãe, deitada numa cama, esperando uma cirurgia que tinha acabado de ser suspensa por algum joguinho de gente rica entediada.
— Que porra é essa? — perguntei.
César olhou para mim como se eu tivesse feito graça.
— Direta. Gostei.
Rafael deu um passo à fren