Narrado por Giovani Ferreti:
Retornei a San Marino quase pela tarde, a cidade respira fumaça, pólvora e silêncio comprado.
E eu sou o homem no topo, o que carrega o sobrenome que ainda mete medo.
O nome Ferreti não é mais o mesmo de antes, mas o suficiente para que ruas se calem quando passo.
Para que homens cuspam o chão antes de pronunciar.
Para que mulheres se ajoelhem, oferecendo sexo como moeda de sobrevivência ou acesso.
E eu? Aprendi cedo a engolir o asco.
Aqui não existe “não gosto”.