Narrado por Antonella Bellini:
Na varanda envidraçada, o café já nos esperava disposto como um banquete — frutas cortadas com precisão cirúrgica, pães ainda mornos, geleias artesanais e até flores frescas sobre a mesa. A formalidade era o disfarce perfeito para as rachaduras que aquela casa escondia.
Irina Ferreti chegou pontualmente. Vestida de branco. Sempre de branco.
Como se o luto tivesse sido transfigurado em elegância.
Ela atravessou a sala com a postura de uma imperatriz e um perfume ca