Mundo de ficçãoIniciar sessãoPatrícia se casou com Augusto Avelar enquanto ele estava em coma, sem imaginar que, ao despertar, ele mudaria sua vida para sempre. Com o tempo, seu coração se rendeu a esse homem poderoso e enigmático, mas o passado não pretende deixá-los em paz. Estela, a ex determinada a tê-lo de volta, fará de tudo para separá-los. Entre desafios, intrigas e um amor que nasceu de maneira inesperada, Patrícia e Augusto precisarão lutar para descobrir se seu casamento tem um futuro ou se está condenado desde o início.
Ler mais¿Despedida?, Miro una y otra vez el sobre color blanco que me ha entregado la amable mujer de administración. Me vuelvo de nuevo hacia la sala con los chicos y algo duele dentro de mi pecho.
Innecesariamente la mujer me explica que hubo que hacer un recorte y como soy la educadora que lleva menos tiempo, 6 meses, aunque para mi fue un tiempo hermoso decidieron prescindir de mis servicios. Mi mente me taladra, sé que lo he hecho lo mejor que puedo, que he trabajado bien, los chicos… me necesitan.
Camino hacia el casillero y tomo de a poco mis cosas. Una pequeña mochila cruzada mi camisola a cuadros, dos libros que utilizaba para las clases y retiro la foto de mi padre en aquel verano inolvidable. Su sonrisa lo dice todo, éramos una buena familia. Cierro de un portazo el pequeño espacio y camino hacia la salida iluminada por un cartel color verde.
No puedo ir a despedirme de ellos… no puedo, terminaría llorando y no quiero exponerlos a eso. Mis pequeños.
Doy media vuelta, apresuro mi paso al mismo tiempo que pienso en que tengo que buscar trabajo ahora mismo.
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Miranda, A.©
Capítulo 99Cinco anos depois...A manhã começava preguiçosa na varanda da casa grande, o cheiro de café fresco se misturando ao perfume suave das flores do jardim. Patrícia cortava fatias de bolo para o lanche das crianças, enquanto sua mãe, sentada na cadeira de balanço ao lado, observava o quintal com um sorriso sereno no rosto.— Te falei da sua irmã? — perguntou a mãe. Patrícia fez que não com a cabeça. — Deixou tudo para trás e foi bater na Itália com aquele ricaço. Nem se despediu direito.Patrícia riu com um pouco de ironia.— Ricaço esse... que por coincidência era o pai da Estela. A vida tem dessas reviravoltas, mãe.— Eu ainda não acredito. Aquela menina viveu dizendo que não queria saber de homem com dinheiro, que queria amor verdadeiro... Bastou um visto e um passaporte europeu que esqueceu tudo.— Ela foi pelo luxo, mamãe. Mas não sei se vai encontrar paz. Esse homem... bom, a Estela foi o que foi. E ele... pelo visto, não aprendeu nada.A mãe suspirou, olhando para o cé
Capítulo 98O carro mal parou na frente da maternidade e Augusto já havia descido correndo, chamando por ajuda. Enfermeiros vieram com uma maca, e Patrícia foi conduzida com rapidez para o interior do hospital. Ainda sentia fortes contrações, mas tentava manter a calma, segurando firme na mão de Augusto.— Eu estou aqui, não vou sair do seu lado — ele prometeu, beijando sua testa.Em poucas horas, depois de muito esforço, suor e emoção, os gritos suaves dos recém-nascidos preencheram o centro obstétrico. Um casal. Um menino forte e uma menina serena. Patrícia chorava emocionada, e Augusto mal conseguia conter o sorriso orgulhoso enquanto segurava os dois bebês nos braços, seus filhos, a renovação da esperança.Na manhã seguinte, Patrícia já estava no quarto da maternidade, com os bebês dormindo nos bercinhos ao lado da cama, quando a porta se abriu lentamente. A mãe dela entrou primeiro, com os olhos marejados, e logo atrás veio o avô, empurrado por um cuidador em sua cadeira de rodas
Capítulo 97Mais de dois meses haviam se passado desde a morte trágica de Estela, e o julgamento que havia sido adiado finalmente teria início. A sala do tribunal estava lotada. De um lado, a família Avelar reunida: Augusto de expressão firme, Patrícia sentada ao seu lado, segurando discretamente sua mão, e Rafael com os olhos atentos e tensos. Do outro, o pai de Estela, com o rosto fechado, vestindo um terno escuro, emanando luto e rancor.O juiz entrou, seguido pelo promotor e pelo advogado de defesa. Após os procedimentos iniciais, o primeiro a ser chamado para depor foi o pai de Estela.Ele caminhou até o púlpito com passos lentos e pesados, e quando começou a falar, sua voz estava carregada de emoção e raiva.— Augusto Avelar matou minha filha. Ele a empurrou. Ele tinha motivos, ele sentia ódio. Ela era intensa, sim, mas era minha menina. E esse homem destruiu nossa família!Um murmúrio correu pelo público presente. Patrícia fechou os olhos por um instante, sentindo o peso da dor
Capítulo 96Na manhã seguinte, o prédio da Avelar Corp estava cercado por viaturas e faixas de isolamento. Nenhum funcionário pôde entrar. A movimentação de peritos e policiais no saguão chamava a atenção de quem passava pela rua, e alguns curiosos se aglomeravam do outro lado da calçada, cochichando e tirando fotos com o celular.Pâmela chegou cedo, como de costume, mas foi barrada logo na entrada.— Desculpe, senhorita — disse o segurança com expressão séria. — A polícia interditou o prédio. Ninguém entra até segunda ordem.— Mas eu trabalho aqui. Sou diretora administrativa.— Ordens da delegacia, senhorita. A perícia está recolhendo provas e os andares estão sendo vistoriados.***Enquanto isso, do outro lado da cidade, Rafael e o pai estavam a caminho da empresa quando receberam a ligação de um dos advogados.— A perícia ainda está coletando os registros — informou o advogado, do outro lado da linha. — Os peritos já encontraram a bala alojada na parede da sala e estão analisando
Capítulo 95A cada andar que descia pelo elevador, a imagem de Estela caindo voltava como um pesadelo em sua mente. O som do corpo dela batendo no chão ainda martelava em seus ouvidos.Quando alcançou o saguão, o tempo pareceu desacelerar.Algumas pessoas estavam ali, em choque, paralisadas. A recepcionista do turno da noite segurava o telefone com as mãos trêmulas, a voz embargada ao falar com a emergência:— Sim… ela caiu… acho que está morta. Estamos no edifício Avelar, Centro Empresarial. Por favor, mandem alguém rápido!Augusto atravessou o saguão como um raio. Ao ver o corpo de Estela estirado no chão, com os olhos vazios fixos no nada, sentiu um nó apertar sua garganta.— Estela… — murmurou, ajoelhando-se ao lado dela, sem conseguir tirar os olhos da cena. O vestido vermelho agora estava molhado, não só de sangue, mas de toda a dor que ela carregou e causou.A ambulância chegou em menos de dez minutos, as luzes vermelhas cortando a escuridão da noite. Em seguida, a polícia apar
Capítulo 94Alguns dias depois, o advogado ligou com uma notícia aguardada:— O julgamento será amanhã cedo — informou, com voz firme. — Está tudo pronto.Augusto agradeceu, desligando o telefone com as mãos trêmulas. Encostou-se à cadeira e respirou fundo.— Amanhã... — murmurou para si mesmo.Ao saber da notícia, Patrícia tentou animá-lo, mas percebeu o quanto ele estava tenso.— Por que não tenta trabalhar um pouco? — sugeriu ela. — Às vezes, ocupar a cabeça ajuda a passar o tempo.Augusto concordou com um aceno breve, e logo saiu rumo ao escritório. Patrícia, por sua vez, decidiu aproveitar o dia para comprar o enxoval dos bebês. Ligou para Letícia.— Amiga, topa me acompanhar hoje? Quero ver algumas coisinhas para os bebês. Preciso pensar em algo bom.— Claro que sim! — respondeu Letícia animada. — Hoje é dia de pensar em vida nova!Enquanto as duas passeavam por lojas de artigos infantis, o dia corria tranquilo na empresa. O sol começava a baixar, e os corredores já se esvaziava





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