Mundo de ficçãoIniciar sessão***CAPÍTULO 4***
ÍRIS ORLANDO NARRANDO Eu estava ansiosa, descansei o resto do dia de ontem, como não tenho muita roupa, não sabia o que arrumar ou fazer, graças a Deus ninguém veio me incomodar, descansei bastante, deu tempo de levar o cabelo e secar, diferente da minha antiga vida, não tinha tempo para nada, era trabalho e mais trabalho, agora tenho a chance de recomeçar, guardar dinheiro, investir em mim. Não me importo de trabalhar como uma condenada, vou economizar para comprar uma casa, tia Vanessa disse que viria me visitar, ela irá me ajudar com isso. Quando levantei da cama no dia seguinte eram 5:30 da manhã, fui tomar banho quente bem rápido, fiz uma trança no meu cabelo, depois vesti meu uniforme de trabalho, saí silenciosamente do quarto indo para cozinha, eu não sei o que os patrões gostam de comer pela manhã, então farei um pouco de tudo, preparei massa de bolo de chocolate enquanto limpava a cozinha, enquanto o bolo assava, lavei a louça, comecei a preparar o café da manhã. - Bom dia, Íris. Governanta Zuleide disse entrando na cozinha. - Bom dia. Respondo educadamente. - Está sozinha na cozinha? Ela perguntou e eu balancei a cabeça concordando, o forno apitou, lentamente, fui tirar forma de bolo. - Eu preciso verificar os patrões. Governanta Zuleide disse como se tivesse se lembrado de algo, fui à sala de jantar, comecei a montar a mesa, não sei o certo como deixam os talheres, não tive tempo de aprender quando trabalhava no restaurante. Fui para cozinha levar bandeja de bacon, quando encontrei um senhor e uma menina sentados à mesa. - Bom dia, senhores. Eu cumprimentei. - Meu café. Aquele senhor disse sem levantar o rosto, rapidamente fui até a cozinha levar jarro de café puro e um jarro de leite morno. - Aqui está, senhor. Digo deixando os jarros na mesa, falta prato de bolo e frutas, fui à cozinha rapidamente buscar o que faltava. - Você é nova. A menina disse. - Sim, sou nova empregada, cheguei ontem. Justifiquei. - Você é uma nova funcionária, não estamos no século passado. A menina retificou minhas falas. - Sinto muito por usar termo errado, menina... - Flor, flor de girassol. Eu sorrio enquanto concordava. - Porque tanta comida para o café da manhã? Aquele homem perguntou, seus olhos estão presos no seu celular. - Não conheço os gostos dos senhores, preparei um pouco de tudo. Justifiquei. - Papai come ovos mal passados e duas fatias de pão no café da manhã, eu estou feliz por ver tanta comida. Flor sorriu animada. - Com licença. Digo. - Qual é o seu nome? Flor perguntou. - Íris. Ela balançou a cabeça, então me retirei da sala, entrei na cozinha, aquele homem de ontem estava sentado à mesa tomando café da manhã. - Bom dia. O cumprimentei. - Bom dia, Íris, senhor Mendes está tomando café? Senhor Mendes? Não vi nenhum senhor velho na mesa. - Um homem. - Há um homem tomando café da manhã, não vi nenhum senhor de meia idade com cabelos brancos. Eu falei calmamente, será que estou ficando louca? - Aquele senhor, é o padrão. Franzi o cenho, depois abro a boca, aquele? Eu apontei para porta da cozinha, ele balançou a cabeça concordando. - Você não disse milionário? - Ele é milionário, nosso patrão. Oh, não sabia que homens jovens eram tão ricos, na minha cidade, homens ricos são da terceira idade, possuem fazendas e empresas pela cidade. - Aqui é cidade grande, muitos milionários, são jovens. - Onde eles encontram dinheiro? Ele encolheu os ombros em resposta, estranho, não é meu problema, só vim trabalhar. - Jorge. A governanta entrou na cozinha. - Algum problema? - Verificou a locomotiva do senhor? Eu fui limpar a bancada. - Onde está a cozinheira? Ela esqueceu de vir trabalhar? - Ela ainda estava dormindo quando saí da ala dos funcionários. Ala? O que é ala? - Termine de comer, seu dever está chamando. - Nesta casa não tenho paz. Jorge reclamou. - Íris, íris. Flor gritou pelo corredor até aparecer na cozinha. - Você poderia me fazer uma trança? O quê? Eu fiquei um pouco confusa. - Cabelo. Ah, trança no cabelo. - Sim, posso fazer. Digo. - Legal. Ela gritou entusiasmada. - Venha. Ela disse feliz, lavei minhas mãos e a segui, aquele homem ainda estava comendo, eu o vi comer bolo, ele não come só ovos pela manhã? Nós subimos às escadas até o quarto da Flor, eu parei na porta totalmente em choque com o nível de decoração, é um quarto rosa, suas paredes foram decoradas com personagens da Disney, ela tem uma cama enorme rosa, uma mesa com espelho enorme, digno de uma verdadeira princesa. - Não pare na porta, entre. Dei um passo para frente entrando no quarto, ela sentou na poltrona e tirou a xuxinha no cabelo, sorrio enquanto me aproximava dela. - Qual trança quer? Questionei enquanto penteava seus cabelos, ela abriu tablet, depois fez uma pesquisa rápida sobre tranças para adolescentes, ela ergueu o braço mostrando-me uma foto de trança na parte de frente da cabeça. - Você tem gel de cabelo? Ela abriu uma gaveta tirando pote de gel, penteei seus cabelos, depois abri caminhos, ela não tinha muito tempo, fui bem rápida em fazer tranças, prendi com xuxinhas coloridas, fiz baby hair nos seus pequenos cabelos. - Obrigada, íris, ficou bem legal. Ela sorriu enquanto olhava-se no espelho, saí do quarto para dar-lhe privacidade voltando para meus afazeres. - Há uma nova empregada, porque tenho que levantar cedo? Governanta Zuleide estava conversando com uma mulher quando entrei. - Ela não conhece os gostos dos patrões, deseja que ela seja expulsa? - Não é para tanto, os patrões comeram sua comida, ninguém reclamou. Eu dei um suspiro profundo chamando atenção delas. - Ah, voltou? Governanta Zuleide perguntou meio constrangida. - Sim. - Coma alguma coisa, nós temos de tudo, fique à vontade. Balancei a cabeça concordando. - Não coma o iogurte da patroa, é um pote branco, está geleira. A cozinheira avisou. - Ela ainda não é casada com o patrão, tenha modos, Maria. - Eles são noivos. A cozinheira Maria disse. - É inútil ensinar você os modos, teimosa como mula, ignorante. Governanta Zuleide saiu da cozinha pisando fundo, eu sorrio sentando à mesa, sirvo copo de leite. - O que ela quer dizer com ignorante? Abro os olhos, ela não sabe o significado da palavra? Não será eu a dar má notícia. - Também não sei, vim do interior. É uma boa justificativa. - Você veio do interior? Balancei a cabeça concordando com ela, sirvo pouco de tudo no meu prato, concentrei-me em comer, quando terminei, organizei a bagunça da cozinha, ajudei a preparar o almoço, bom, fiz praticamente o almoço, ela estava sentada assistindo Tv, quando terminei, coloquei pratos na mesa para os funcionários virem almoçar, guardei um prato de comida para Flor, não sei que horas ela regressa da escola, talvez volte faminta.






