capítulo 5

*** CAPÍTULO 5***

JORDAN MENDES NARRANDO

Meus olhos estão atentos a cada palavra escrita na folha de papel, é uma proposta de parceria para o mês de novembro no Black Friday, é uma proposta tentadora, primeiro irei pesquisar o mercado atual antes de me unir com eles para mês de promoções.

- Senhor.

Eric entrou na sala segurando mais papéis.

- Está é a proposta do departamento de marketing, senhorita Rosa, informou que estará ocupada hoje.

Ergui minha mão para receber os documentos da proposta de marketing.

- Tudo bem.

Respondo sobre rosa não dar as caras hoje.

- Você quer que eu a investigue?

Ergui meu corpo ajustando a postura, não sei, ela não me deu motivos para desconfiar dela.

- Não. Acho que está ocupada com seu trabalho.

Voltei para os papéis em minha mesa, não sou mais um adolescente que sonha em encontrar o amor da sua vida, fui casado, amei e perdi, nesta fase da vida tudo que preciso é uma boa parceria, por isso escolhi Rosa, rosto angelical, corpo bonito, formada com boa educação, o resto não me interessa, ela é uma boa foda.

- Vou voltar para minhas tarefas.

Eric saiu da sala deixando-me emerso com o trabalho. Cheguei em casa no início da noite, estranhei o silêncio da sala, então subi para o corredor da minha filha, talvez ela queira jogar xadrez ou assistir comigo.

- O que acha desde vestido? Amanhã é sexta-feira, o colégio permite que o traje seja do nosso gosto.

- Não é muito ousado? É época de frio, um tecido grosso, caí muito bem.

Essa voz, tentei lembrar de quem era, a nova funcionária, isso, eu ouvi sua voz hoje cedo.

- Você acha?

Minha filha perguntou ainda em dúvidas.

- Sim, é um belo vestido, poderá usar no verão.

Houve silêncio entre elas por alguns segundos.

- Este? É tecido grosso.

- É muito bonito, ficará bem em você.

- Perfeito, vou ficar com este.

- Tenho que ir, é hora do jantar.

- Está bem, amanhã você me ajudará a embalar minhas roupas antigas, vou jogar tudo no lixo.

- Porque não envia para doação? Há muitas meninas da sua idade que não têm condições.

- Doar? É tudo velho.

- Aquilo que você acha velho, para outra pessoa é novo.

Ouço a porta sendo aberta, virei os ombros olhando para parede branca, ela não precisa saber que estava bisbilhotando.

- Boa noite senhor.

Ela disse passando por me, entrei no quarto da Flor.

- Princesa, cheguei.

Digo olhando para bagunça em seu quarto, Flor saiu do banheiro vestindo um pijama confortável, o que é essas coisas coloridas na sua cabeça?

- Ei pai, gostou das tranças? Íris que fez, meus colegas adoraram.

Não é que ficou bonito?

- Você está linda.

Elogiei.

- Vou enviar minhas roupas antigas para doação, o que acha pai?

Ela perguntou passando por me indo para saída do seu quarto.

- É uma boa ideia, filha.

Respondo cautelosamente.

- Íris deu a ideia, eu não entendi muito bem a sua fala, disse que o que nós achamos velho, para os outros é novo.

- Ela quis dizer que, enquanto nós temos muito, outros não tem nem o que vestir, por isso ser solidário é uma boa opção.

Nós começamos a descer às escadas.

- Há quem não tem roupas para vestir? Não é crueldade, pai?

Eu sorrio com sua inocência.

- É por isso que você vai doar suas roupas, para ajudar quem não tem.

Justifiquei, ela é tão pequena para saber sobre a crueldade do mundo.

- Eu vou doar muitas camisolas, coitadas, eu não sabia que existem pessoas sem condições financeiras.

Nós nos sentamos à mesa.

- Existem, mas não é responsabilidade sua pensar por eles.

Aquela empregada, colocou na mesa nosso jantar, não conheço seu rosto, levantei os olhos, mas, ela estava caminhando para cozinha.

- Vamos comer, depois vamos montar o quebra cabeça.

Sorrio, é um bom jogo.

- Feijoada.

Flor disse animada, ela serviu um pouco de arroz, depois feijão e frango assado, só isso? Onde está salada? Peixe ou bife?

- Não faça essa cara, você não vai comer feijoada com lulas.

Eu quase gargalhei do seu deboche, pensando assim, realmente não faz sentido.

- Dúvido que ela saiba cozinhar mariscos.

Eu devolvi o deboche.

- Eu sei, senhor.

Franzi o cenho, levantei os olhos para encontrar uma bela garota em minha frente, ela curvou os lábios, fazendo-me arfar, balançou seus cílios longos, seus olhos verdes combinam perfeitamente com com seu rosto redondo e seus cabelos caramelos presos numa trança desleixada, se eu fosse um adolescente........ Franzi o cenho em alerta, ela é adolescente, não pode trabalhar na minha casa.

- Governanta Zuleide.

Eu grito fazendo a garota saltar, eu a assustei.

- Senhor...

Zuleide apareceu na sala de jantar.

- Você contratou uma adolescente para trabalhar na minha casa? Quer me meter em problemas com o ministério de trabalho?

- Ela não é menor, senhor.

Não? Eu olhei para Íris, será que estou ficando louco?

- Ela não tem 13 anos?

Flor começou a tossir, ela engasgou? Virei o rosto para olhar para minha filha, ela fez sinal dois em seus dedos, dois?

- Ela tem 20?

Falei completamente surpreso, ela é maior de idade.

- Sim, senhor, também tive mesmo pensamento, verifiquei seus documentos, são legais, sua idade foi confirmada.

Dei um suspiro profundo, nada mal, nada mal.

- É tudo senhor?

Balancei a cabeça concordando, Zuleide saiu da sala, aquela mulher deixou bolo de maracujá na mesa e se retirou.

- Pai.

Minha filha me repreendeu.

- O que eu fiz?

- Ela é uma mulher, o senhor esqueceu os modos?

Franzi o cenho, que modos? Eu só perguntei sobre sua idade, não há nada de errado nisso.

- Você não pode ficar perguntando a idade de uma mulher. Se ela fosse menor, avó Jorge a contrataria? Vocês homens não têm cérebro na cabeça.

Eu abro a boca, depois fechei, seu pensamento é lógico, se fosse menor de idade, Jorge teria me informado.

- Você está ficando boa em analisar a situação.

- Claro, eu serei uma empresária, não filha do empresário.

Comentei a rir do seu otimismo.

- Coma.

Ela ordenou, está ficando igual sua mãe, bem mandona, sirvo pouco arroz e feijoada, dei uma colherada, hum, não é que está bom?

- Bom, não é?

Balancei a cabeça concordando, ela sabe cozinhar, isso é bom, muito bom, nós terminamos de comer, depois montamos o quebra cabeça, Flor foi descansar, pois tem aulas amanhã, eu continuei na sala enquanto bebia whisky, ouço clique no meu celular, talvez seja Eric, estiquei o braço preguiçosamente, alcancei meu telefone no bolso do blazer, dei um gole na bebida antes de passar o dedo no ecrã, a fotografia da minha filha recém nascida apareceu na tela, ela é tão linda, uma verdadeira princesa, ouço outro clique, depois uma notificação de email, o número do Eric apareceu na tela, o que ele quer? Entrei no meu email ignorando totalmente sua chamada, alguém enviou-me fotos, cliquei na mensagem, passei o dedo para cima quando aparecem duas fotos, rapidamente abro, meu copo escorrega das minhas mãos causando um estrondo no chão, ergui minha postura enquanto apertava o telefone com força, recebi duas fotos íntimas, onde minha noiva estava na cama, nua, transando com a porra do meu concorrente.

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