A empregada odiada pelo CEO
A empregada odiada pelo CEO
Por: Lilly Fen
capítulo 1

***CAPÍTULO 1***

ÍRIS ORLANDO NARRANDO

CIDADE DE NEVADA, SEGUNDA-FEIRA, 5 DE OUTUBRO DE 2026

A neve caía lentamente sobre meu corpo, balancei rapidamente meus pés tentando aquecer meu pequeno corpo, meus ossos parecem congelar, meus lábios estão partidos por causa da temperatura baixa. Minha camisola azul mal aquece meu corpo, Deus, estou congelado, este ônibus está demorando chegar, Cruzei meus braços tentando me aquecer, porque tinha que ser assim? Depois de longas horas trabalhando no restaurante como ajudante de cozinha, tudo que queria era um pouco de conforto e descanso, entretanto, o dia ruim não poderia piorar, está nevando, mal consigo ficar em pé, o ônibus está atrasado, uma péssima combinação para única pessoa. Suspirei aliviada ao ver o ônibus chegar, entrei no autocarro finalmente sentindo meu corpo me agradecendo, finalmente estava um pouco aquecida.

Desço do ônibus calmamente, observei as ruas iluminadas do meu bairro, parece uma cena de filme, rua deserta, neve caindo e uma mulher caminhando sozinha, que terror.

- Íris, Íris.

Tia Vanessa levantou seu braço chamando-me, sorrio para ela enquanto invadia seu quintal indo para varanda, Tia Vanessa é sempre boa comigo, é gentil e amorosa, muito diferente da minha própria mãe.

- Menina, você está congelando.

Ela falou com urgência, tocou meu ombro enquanto entramos na sua casa.

- Eu te dei casaco de frio, porque não está usando?

Ela perguntou enquanto corria para cozinha, eu segui seus passos, o cheiro delicioso de comida quente fez meu estômago roncar.

- Lave às mãos, tenho uma novidade para você.

Eu sorrio indo para pia lavar minhas mãos.

- Beba.

Tia Vanessa entregou-me caneca de chá.

- Onde está sua camisola?

Balancei a cabeça negativamente.

- Sua irmã levou?

Ela praticamente gritou.

- Ela disse que era bonita demais para mim.

Justifiquei, depois encolhi os ombros.

- Eu comprei para você, com meu dinheiro, aquelas mulheres, aquelas mulheres são horríveis, olha para você, passando frio, quase morrendo, trabalhando para sustentar aquelas folgadas.

Ela disse indignada, dei um gole na bebida quente, é muito bom, é muito bom, sentei à mesa.

- Minha menina.

- Estou juntando dinheiro para pagar um aluguel, falta bem pouco, irei me livrar delas.

Eu digo sorrindo, ela não deveria se preocupar, meu destino vai mudar.

- Uma tia minha, disse que na mansão onde trabalha estão contratando novos funcionários, eu sugeri você, ela concordou.

Tia Vanessa informou sorrindo.

- Mansão?

Nesta cidade não tem mansões, é uma cidade legal, sem violência, algumas empresas, nada tão luxuoso ou extravagante. É uma cidade meio sonolenta.

- No centro do país.

O quê? Sair daqui? Minha mente ficou totalmente em branco, eu, eu não esperava trabalhar tão longe de casa.

- Menina, você vai melhorar sua vida, conhecer pessoas legais, ter a chance de estudar, lembra? Você não terminou os estudos.

- Escola?

Eu murmurei em choque, eu parei cedo de estudar pois minha mãe escolheu que minha irmã mais nova fosse a escola, ela é sua filha favorita, faz tudo para ela, compra melhores roupas e uma boa educação.

- Escola.

Ela disse esperançosa.

- Pense direito, eu vou dar um jeito de você ir trabalhar, vou procurar um quarto para você morar enquanto você junta dinheiro para alugar uma casa, o resto, dependerá de você.

Ir embora?

- Vou buscar a camisola do seu tio, quero ver se elas terão coragem de vestir roupas do meu marido.

Tia Vanessa disse decidida, ela foi em direção às escadas, dei outro gole na bebida quente, ir embora?

- Aqui, esta camisola é bem quente, não passará frio.

Balancei a cabeça concordando.

- Muito obrigada, tia.

Eu sorrio, ela me entregou a camisola e eu vesti, aquecendo totalmente meu corpo.

- Você é tão pequena.

Tia Vanessa disse olhando atentamente para camisola que ficou grande no meu corpo.

- Eu queria tanto ter filhos, mas Deus, infelizmente, ainda não conseguimos, ver como aquela mulher te trata, parte meu coração.

Eu balancei a cabeça negativamente.

- Estou acostumada, não se preocupe comigo, tia.

- Sente, coma, preparei peru, sei que adora.

Eu sorrio, eu gosto de carne de peru, tia Vanessa encheu meu prato de comida, eu comi tudo, depois me despedi dela. Caminhei feliz por ganhar nova camisola, é bem quente, confortável, não irei passar frio novamente, entrei na varanda de casa quando ouço;

- Mãe, é uma festa luxuosa, gente importante vai estar lá.

Abro a porta e entrei, vejo muitas sacolas no chão da sala e minha irmã vestido um vestido longo vermelho, é muito bonito, com certeza custou caro.

- Você chegou.

Mamãe que está sentada no sofá com prato de comida disse.

- Sim, cheguei.

Respondo.

- Passou da casa daquela mulher infértil? Essa camisola é do marido dela.

- Mãe, Concentre-se em mim, preciso conseguir um marido rico, essa aí só serve como empregada.

Eu sorrio e vou para cozinha organizar a bagunça delas.

- Eu sou universitária, mereço vestir roupas caras.

Eu ouço Laís falar, sim, mamãe investiu uma boa educação para ela, diferente de mim. Limpo pratos para sobreviver e sustentar a casa.

- Mãe, não tenho dinheiro, se eu deixar que os outros paguem as contas, vou parecer pobre.

- Não se preocupe, vou conseguir dinheiro para você.

Eu sorrio, há quem consegue tudo de bandeja, terminei de limpar a cozinha e vou para o banheiro tomar banho, depois para cama. Na manhã seguinte, saí cedo para trabalhar, lavar louça, organizar a cozinha e ajudar o cozinheiro com a comida, quando meu turno terminou, fui para o ponto do ônibus, depois passei da casa da tia Vanessa, quero saber como ela está e ganhar um prato de feijoada, na minha casa nunca tem jantar para me, elas comem tudo, não deixam nada, sobrevivo graças a bondade da minha tia, ela é generosa, não me deixa dormir sem comer.

Cheguei em casa um pouco depois das 7H da noite, estranhei o silêncio da casa, fui lavar louça e organizei a cozinha, depois tomar banho como de costume, quando entrei no quarto, vejo minhas roupas bagunçadas, meu cofre, rapidamente abro o guarda-roupa a procura da pequena lata que guarda minhas economias, eu, eu quase caio quando não encontrei.

Elas, elas levaram tudo, todo meu dinheiro, todo meu dinheiro, cadê, será que troquei de lugar? Não, impossível, eu guardei aqui.

- Estava aqui, estava aqui.

Eu murmurei em desespero.

- Está procurando pelo seu dinheiro?

Vejo a sombra da minha parada na porta, ela está segurando lata da minhas economias, ela abriu, ela abriu.

- Sua irmã precisava de dinheiro para ir ao um jantar chique, eu sei que você não tinha planos com esse mísero centavos, peguei e dei a ela.

Mísero centavos? Ela jogou a lata no chão como se não fosse nada, eu, eu.

- Durma cedo, você precisa trabalhar.

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