Você vai embora quando eu quiser — murmura. — E por enquanto... eu não quero.
Fogo puro.
Ele está ofegante, os olhos fixos na minha boca. Sei que não vai me beijar. Com desgosto, lembro que para ele o beijo é a união de duas almas que se amam — e isso, entre nós, já não existe.
— Então não temos nada? — Sua mão sobe pelo meu rosto e desce pelo meu pescoço, arrancando de mim um leve estremecimento. — Tem certeza?
Num gesto brusco e inesperado, ele prende meus pulsos acima da cabeça, me encurralando contra a parede. Sua cabeça se inclina, e os lábios quentes e úmidos perco