Minha língua invadiu sua boca sem pedir licença, e ela não resistiu. Um gemido baixo escapou da sua garganta, e suas mãos subiram pelas minhas costas, enterrando os dedos com uma força que quase doía.
Quando nos separamos para respirar, estávamos ambos ofegantes. A coelhinha me olhou, e pela primeira vez, não vi tristeza ou preocupação naquele olhar. Vi desejo — puro, descarado e ardente.
— Caio... — ela sussurrou, mas eu não a deixei continuar.
— Chega de conversa, coelhinha — cortei, com a vo