Mundo de ficçãoIniciar sessãoOs olhos dele, calmos agora, mas ainda cheios daquela intensidade que me desmontava, ficaram presos nos meus.
— Você foi uma boa menina — murmurou, a voz rouca. Deixei escapar um sorriso de canto de boca, meio boba. Patrick me puxou pra um beijo de língua, daqueles molhados, lentos e profundos. Quando ele se afastou, foi devagar, deixando o calor da boca dele sumir aos poucos. Apoiou a testa na minha, ofegante, e a gente ficou ali um tempinho, em silêncio. Ele deu um beijinho de leve, bem na ponta do meu nariz e deslizou pra fora da cama movendo aquele corpo sarado, todo definido, com uma naturalidade que era de cair o queixo, e se dirigiu ao banheiro. Levantei a cabeça do travesseiro e fiquei olhando. Ele se limpou com um pouco de papel, lavou as mãos na pia. Nesse momento um som ecoou no quarto. Toc, toc, toc. Nossos olhares foram em direção à porta. Os olhos dele arregalaram, espelhando o meu pânico na mes






