Capítulo 50. A realidade b**e a porta
Tia Cleide chegou a Rio Claro do Sul mais rápido do que eu esperava. Como ainda não tinha um lugar definido para ficar, consegui convencer minhas duas colegas de apartamento a abrigá-la por alguns dias. Claro que elas não reclamaram, não depois que a mulher baixinha, que não sabia ficar quieta, deu uma faxina na casa e fez uma comida fresca, coisa rara nos nossos dias apressados.
Ela não era minha tia de verdade, é claro. Tia Cleide, ou apenas Tia, tinha trabalhado a vida toda no abrigo, e leva