A manhã ainda mal havia despertado quando Theodoro bateu à porta do quarto de hóspedes. O quarto em que seu tio havia dormido.
Raul já estava de pé. Cabelos penteados, camisa alinhada, abotoaduras no lugar, documentos organizados sobre a escrivaninha. Como se o caos jamais ousasse se aproximar dele.
- Entre.
Theodoro entrou sem cerimônia, fechando a porta atrás de si.
- Bom dia. Precisamos conversar.
Raul ergueu os olhos.
- Pelo seu semblante, imagino que não seja sobre o café da manhã.
- Eliza