46. Saudade
— Que bom encontrar você.
A voz dele veio leve, quase casual, como se estivesse me encontrando por acaso em qualquer outro dia comum. Mas não era comum, nada naquilo era.
Eu fiquei no mesmo lugar, tentando manter a expressão neutra enquanto minha mente corria mais rápido do que eu conseguia organizar.
— O que você está fazendo aqui? — Perguntei falando rapido demais.
Ele deu de ombros se aproximando mais.
— Eu vim visitar um cliente, — apontou pra um prédio ao lado — e te vi quando fui entrar n