29. Não vou amar
O aeroporto estava mais cheio do que eu gostaria.
Barulho.
Gente.
Movimento demais.
Lucas e Alice, ao contrário de mim, pareciam fascinados.
— A gente vai entrar ali? — Lucas perguntou, olhando para os portões de embarque.
— Vamos — respondi.
— E o avião é grande? — Alice completou.
— Vocês vão ver.
Henrique já estava nos esperando perto da área de embarque.
Assim que nos viu, ele ficou sério, franziu a testa. Olhou para mim, depois para as crianças, depois para Eliza. E então voltou para mim.