Se existe uma coisa que eu aprendi convivendo com Nate, é que ele sempre acha que está no controle.
Mesmo quando claramente não está.
Principalmente quando claramente não está.
E o que ele fez lá fora — aquele beijo impulsivo, aquela mentira jogada no ar como se fosse uma solução elegante — não foi controle.
Foi desespero bem vestido.
Eu fiquei alguns segundos ao lado do carro depois que ele entrou na casa com o avô, observando a porta se fechar como se aquilo encerrasse a situação.
Mas nã