Capítulo 406 — O Banco de Tinta Azul
O banco apareceu numa quinta-feira.
Ou pelo menos foi nessa quinta-feira que ele foi notado.
Porque, na verdade, estava ali há muito tempo.
Meses.
Talvez anos.
Quieto.
Discreto.
Esperando.
Ficava em um canto da praça.
Debaixo de uma árvore enorme.
Longe dos brinquedos.
Longe da área onde as crianças corriam.
Longe até mesmo do caminho principal.
Era um banco antigo.
Pintado de azul.
Ou pelo menos tinha sido azul um dia.
Agora carregava marcas do tempo.
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