Capítulo 9 — O Espaço Que Ele OcupaSebastian não costumava observar.Ele analisava.Era diferente.Observar exigia tempo, presença, abertura para o imprevisível. Já analisar era rápido, objetivo, orientado a resultados. Era assim que ele funcionava — identificando padrões, corrigindo falhas, otimizando sistemas.Mas, nos últimos dias, ele vinha fazendo algo que não se encaixava em nenhuma dessas categorias com precisão.Ele estava… permanecendo.E aquilo ainda era estranho.Ele estava encostado na parede do corredor, próximo à entrada da sala, sem entrar completamente. Não havia necessidade de se esconder, nem de manter distância, mas havia algo naquele limite — entre estar presente e não interferir — que parecia adequado.Do outro lado, Cecília estava sentada novamente no chão, o bebê à sua frente.A cena não era nova.Mas também não era repetitiva.Havia pequenas variações.A forma como ela posicionava as mãos.O tempo entre uma interação e outra.O modo como respondia aos moviment
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