A casa era silenciosa demais para um lugar com tanta gente.
Eu percebi isso logo cedo.
Homens diferentes no portão.
Um carro parado do outro lado da rua.
Não era paranoia.
Era vigilância.
E eu sabia o motivo.
Arthur.
Ele não acreditou em mim.
E estava certo.
…
Helena me esperava na cozinha.
Braços cruzados.
Postura ereta.
Olhar cortante.
— Dormiu bem? — perguntou, mas não era uma pergunta.
— Sim.
Ela se aproximou.
— Espero que esteja satisfeita pela vergonha que me fez passar na frente do senho