Eu não acredito em instinto.
Acredito em padrão.
E o padrão não falha.
Se há medo, há motivo.
Se há silêncio, há algo por trás.
Às seis da manhã eu já estava no escritório.
revisando o relatório de segurança da noite.
— Quero a segurança reforçada. — disse ao telefone. — Portões revisados. Câmeras externas ampliadas. E alguém monitorando em tempo real.
— Alguma ameaça específica senhor? — perguntou o chefe de segurança.
— Prevenção. — respondi.
Desliguei.
Miguel chegou antes das oito