A sala de estar do casarão parecia ter ficado sem oxigênio. Zion continuava com os olhos fixos na minha mão espalmada sobre o ventre, a respiração dele pesada, compassada, como o mecanismo de uma bomba-relógio prestes a zerar. O silêncio que se instalou ali dentro era mais sufocante do que o barulho dos fuzis no asfalto. Eu conseguia ouvir as batidas desordenadas do meu próprio coração, um tambor de guerra ecoando nos meus ouvidos enquanto eu esperava pelo veredito do homem que comandava o morr