O beijo de Bruno não era um incêndio descontrolado como o de Lorenzo; era um frio glacial que queimava. Ele me segurava com uma precisão cirúrgica, como se estivesse reivindicando um território que sempre soube que seria seu. Senti o gosto do vinho caro e do poder, mas por trás daquela sedução impecável, havia um cálculo que me dava arrepios.
Eu deveria ter empurrado. Eu deveria ter parado. Mas eu precisava que ele acreditasse. Precisava que ele sentisse que tinha me ganhado, que o "lobo" tinha