ARIEL MACEY
O dia que deveria ser de descanso, de recarregar as energias, mas não era assim.
O sol tentava romper a camada eterna de nuvens cinzentas de Seattle enquanto o carro de aplicativo cruzava os portões da Vigneto Care. A beleza do lugar ainda me causava arrepios.
Passei pela segurança com a facilidade de quem já era "da casa". O guarda me cumprimentou pelo nome. A recepcionista sorriu. Eu odiava essa familiaridade. Ela significava que eu estava me tornando parte do ecossistema de Henrico Vigneto.
Subi para o quarto 304.
Minha avó, estava sentada na poltrona perto da janela, com um livro no colo e os óculos de leitura na ponta do nariz. Ela parecia muito melhor.
— Ariel! — Ela sorriu ao me ver, fechando o livro. — Estava começando a achar que esse seu patrão tirano tinha cancelado sua folga de novo.
— Ele não ousaria, vó. — Forcei um sorriso, caminhando até ela e beijando sua testa. — Como você está? O médico passou hoje?
— Passou. Disse que meu coração está b