ARIEL MACEY
A neblina matinal de Seattle envolvia a cidade como um cobertor úmido e gelado, mas dentro do carro, o clima estava surpreendentemente ameno.
Tínhamos acabado de deixar Luna na escola. Dante tinha ficado observando-a até que ela sumisse pelas portas duplas da escola, uma expressão de orgulho suavizando as linhas duras do seu rosto.
Agora, estávamos apenas nós dois e o motorista, deslizando pelo asfalto molhado em direção ao centro financeiro.
Eu esperava que ele pegasse o tablet imediatamente e mergulhasse no trabalho, erguendo sua muralha invisível. Mas, para minha surpresa, ele não o fez. Ele girou o corpo discretamente na minha direção, o braço esticado sobre o encosto do banco, roçando quase imperceptivelmente no meu ombro.
— Luna parece bem — comentou.
— Ela está ótima — concordei, sorrindo. — A professora mandou um e-mail ontem elogiando a evolução dela na comunicação visual. Parece que Luna está ensinando as outras crianças a "falar" com desenhos. Ela é uma lí