ARIEL MACEY
O resto da festa foi terminada em felicidade. Vittoria foi passada de colo em colo, exibida como o troféu mais valioso dos Vigneto, mas sempre com os olhos procurando por Henrico. E ele, por sua vez, nunca se afastou mais do que dois metros de nós.
Quando a última nota da orquestra cessou e os convidados começaram a se retirar, levando consigo lembranças de trufas e a imagem da família perfeita, o cansaço finalmente bateu.
Vittoria já estava dormindo no ombro de Henrico, exausta de toda a adoração que recebeu.
— Vamos — ele sussurrou, passando o braço livre pela minha cintura. — Hora de recolher a princesa.
Subimos as escadas. A casa estava tranquila, apenas as luzes dos corredores acesas.
Entramos no quarto de Vittoria. Henrico a colocou no berço com delicadeza e a cobriu, ajeitou o coelho de pelúcia ao lado dela e ficou observando-a respirar.
— Boa noite, filha — ele sussurrou.
— Boa noite, meu amor — beijei a testa dela, sentindo o cheiro de talco.
Saímos do qua