Cheguei à porta da cozinha e dei de cara com um par de olhos castanhos, grandes e assustados. A nova babá estava sentada à mesa, as mãos envoltas numa xícara, como se o calor do chá fosse a única coisa mantendo-a no lugar.
— Boa noite, senhor — disse baixo, quase como se temesse quebrar o silêncio.
— Boa noite — respondi, firme, indo direto ao armário em busca de um copo.
A cozinha estava mergulhada num silêncio denso, quebrado apenas pela respiração dela e pelo leve tilintar da colher na xícar