Alana*
Leonardo me colocou na cama com cuidado, como se eu fosse feita de vidro. Lívia se deitou do meu lado direito, e ele ficou à esquerda, tão perto que eu podia sentir o calor do corpo dele.
— Lana, não chora, não — ela sussurrou, passando a mãozinha pelo meu braço com aquele jeitinho doce que derrete qualquer dor.
Sorri, mesmo com os olhos marejados. Lívia tinha esse poder, de trazer luz mesmo quando tudo à minha volta parecia desabar.
— Desculpa, Alana — Leonardo disse baixo, a voz embarg