Laura não dormiu.
Às seis da manhã, já estava no escritório, maquiagem impecável, olhos secos demais para quem passara a noite em claro. O despacho judicial piscava na tela como um aviso que ela se recusava a aceitar.
— Isso não pode estar acontecendo — murmurou.
Ela apertou o interfone.
— Quero o jurídico aqui. Agora. E tragam o Nicolas.
Do outro lado da cidade, Natália preparava o café como se fosse um dia comum. Arthur ainda dormia. O silêncio da cozinha parecia um presente raro.
O telefone