O caderno de Natália não era bonito.
Capa gasta, páginas amareladas, letras que variavam conforme o cansaço do dia. Mas ali havia algo que nenhum conselho conseguiria fabricar: linha do tempo. Verdade escrita sem plateia.
Ela estava sentada no chão do apartamento emprestado quando o telefone vibrou.
— Precisamos ver isso — disse o advogado, sem rodeios. — Agora.
No escritório improvisado, ele folheou o caderno com cuidado quase reverente.
— Datas — murmurou. — Horários. Testemunhas indiretas. R