Encaro a parede ao fundo por alguns segundos que duram uma eternidade.
“Um mês”
Obrigo meus pulmões a se encherem de ar, o peito doendo pelo esforço.
- Como ainda estou viva? – meu olhar caminha pelo quarto, rosto por rosto, todos apreensivos, com medo. – Eu deveria estar morta.
- Ottavio é um ótimo médico, e tivemos a ajuda de um amigo da família. – Andrea quebra o silêncio, a voz grossa e baixa, os olhos focados em mim, em cada movimento, gesto, demonstração de dor.
- Como vim parar aqui? – m