O pássaro estava preso há tempo suficiente para ter desistido de se debater.
Eu o encontrei de manhã cedo, quando fui até o lado do galpão buscar lenha para o fogareiro, e ele estava ali, um sabiá pequeno com a asa direita enredada num arame que havia sobrado de uma cerca velha, a ponta do arame presa num galho baixo de um jeito que a tentativa de voar só havia piorado. Ele ficou completamente imóvel quando me aproximei, aquela imobilidade específica de animal que já aprendeu que se mover dói e