Decidi cozinhar porque era a única coisa útil que eu conseguia pensar em fazer.
Essa foi a primeira decisão ruim. A segunda foi não admitir imediatamente que nunca havia cozinhado nada de verdade na vida, onde verdade significa sem fogão de indução de seis bocas, sem a Dona Iraci assistindo do lado corrigindo cada movimento, e sem um mercado a vinte minutos de distância caso alguma coisa desse errado. Na minha cozinha em São Paulo havia um espremedor de frutas que eu usava três vezes por semana