O sol da manhã bateu de lado na janela, cortando o quarto número doze com uma linha de luz cheia de poeira flutuante. Abri os olhos sentindo o peso do cansaço nas pálpebras, mas o meu corpo despertou no mesmo segundo. A primeira coisa que fiz foi espalmar a mão no peito de Gael.
A pele dele ainda estava úmida de suor, mas o calor sufocante e radioativo da madrugada tinha sumido. A febre havia cedido.
Soltei o ar devagar pela boca, sentindo meus ombros desabarem contra o colchão de molas. Subi o