O zumbido engasgado do ar-condicionado velho era o único som no quarto doze, preenchendo o vazio que o nosso fôlego curto havia deixado.
Meu rosto estava afundado na curva do pescoço de Gael. Eu sentia a pulsação forte da carótida dele batendo contra a ponta do meu nariz, um tambor constante que me provava, a cada segundo, que ele não era um fantasma. O suor dos nossos corpos secava devagar no ar frio do motel, grudando a minha pele nua na dele, misturando o cheiro químico de pinho barato com o