O cheiro de diesel, cimento úmido e borracha queimada era a assinatura do inferno subterrâneo da Monteverde.
Nós descemos os lances da escadaria de serviço como dois meteoros em queda livre. A cada andar que afundávamos no subsolo, o uivo do alarme de evacuação ficava mais abafado, substituído pelo silêncio opressor do concreto maciço. O subsolo três não era uma garagem comum. Era o bunker. Uma fortaleza climatizada construída exclusivamente para guardar a frota de blindados executivos do meu p