(Luísa Rossi)
(UM DIA DEPOIS)
Quando abri meus olhos, demorando alguns segundos para me acostumar com a claridade da lâmpada acima da minha cabeça, a primeira coisa que vi diante de meus olhos foram paredes negras e uma porta trancada à minha direita.
Ao tentar me levantar do chão gélido e sujo de poeira onde eu estava deitada, as minhas pernas falharam e o meu tornozelo torcido doeu tanto que senti os meus olhos lacrimejarem.
— Porra! — xinguei, me recusando a chorar ao sentir o meu tornozelo