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— A senhora precisa mesmo ficar com isso na mão? — a obstetra me perguntou pela décima vez.
Sorri para a mulher, que parecia estar nervosa ao ver o revólver na minha mão direita. Mas, apesar de estar segurando uma arma em um hospital durante meu ultrassom, eu não era burra de manter uma arma de fogo em um lugar como aquele sem estar com a trava de segurança acionada. Queria evitar possíveis acidentes.
— É apenas uma pequena precaução. É como o meu marido disse, doutora: nunca se sabe o dia