O quarto estava em silêncio, quebrado apenas pelo som irregular da respiração de Charllot. Sentada no chão, com as costas encostadas na cama, ela abraçava os próprios joelhos como se tentasse impedir que o mundo voltasse a machucá-la. As lembranças vinham como ondas violentas, sem pedir permissão, trazendo rostos, vozes, cheiros e gritos que ela lutava tanto para esquecer.
Do lado de fora, Sharon permanecia encostada na porta, sentindo o coração apertado. Aquela sensação de impotência a consum