A manhã nasceu cinzenta, como se o céu refletisse o que Charllot sentia por dentro. Ela observava a rua pela janela do quarto, os braços cruzados junto ao corpo, enquanto tentava organizar pensamentos que insistiam em se atropelar. A decisão que havia amadurecido na noite anterior ainda ecoava em seu peito: ela falaria. Não tudo, talvez, mas o suficiente para dar o primeiro passo.
Sharon, silenciosa como quem pisa em terreno frágil, apareceu à porta com uma xícara de chá nas mãos.
— Dormiu algu