Meses se passaram, e Brockton já não era a mesma cidade.
Não porque tivesse se tornado melhor — cidades raramente melhoram de verdade —, mas porque perdera a inocência que fingia ter. As fachadas continuavam em pé, os prédios eram os mesmos, as pessoas cruzavam as ruas nos mesmos horários. Ainda assim, algo invisível havia mudado.
O silêncio agora carregava memória.
A lanchonete de Sharon resistira.
No início, vieram os curiosos. Pessoas que nunca haviam entrado ali, mas queriam ver de perto o