Enquanto Brenda se aninhava no peito nu de seu marido, ela não conseguia parar de pensar no seu choro repentino de momentos antes. Agora, com a calma instalada entre eles, ela se sentia um pouco envergonhada. Arrependida, ela se recriminava por ter começado a chorar como uma criança na frente dele. Ela exalou profundamente, tentando liberar seus pensamentos.
Decidiu parar de se martirizar por isso e direcionou sua atenção para os anéis que adornavam sua mão, a mesma que repousava sobre o peito de Haidar.
— Haidar… — começou com um tom suave. — Quando nasceu sua ilusão e esse seu desejo de se tornar pai?
O árabe levantou ligeiramente uma sobrancelha, surpreso com a pergunta.
— Por que você pergunta isso?
— Nada em particular. Eu só quero saber em que momento você quis ter um filho — respondeu ela, olhando para ele com curiosidade.
Haidar ficou em silêncio por um momento. A pergunta o pegou desprevenido, e a resposta que cruzou sua mente não era algo que ele pudesse dizer tão facilmente